Eu preciso de braços que me abracem inteira porque eu nunca soube me abraçar.
Existem passos que não foram dados,
mas projetadas foram as sombras na calçada.
Como posso eu, sem alma,
vender ao diabo um rascunho de nada, uma promessa sem fundos?
A gente nunca teve nada quando concluímos que perdemos tudo,
e essa é a única verdade.
A sensação de vazio é plena porque é tudo o que nos permitimos sentir quando amamos odiar a solidão.
Um pouco de tudo rejeitado é sempre um todo, e à visão o todo é turvo.
Até minha poesia é desconexa ao ser atingida pelas frases soltas na minha cabeça,
premissa de epílogos para uma nova dissertação.
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