segunda-feira, 25 de junho de 2012

Todos os sentimentos

todas as vozes
tudo se calou
e só pude sentir a gélida brisa...


Entorpecida


Todo o amor
a paixão gostosa
o sentimento bom
se esvairou


Entorpecida


Cade aquela raiva?
cicatrizes e mágoas
duvidas e (in)certezas
Pra onde foi?


Entorpecida


Não consigo formular uma pergunta
impossível achar uma resposta
Desordem
Caos e silêncio ao memso tempo

Entorpecida?

O mundo aqui fora grita
coisas desconexas, tudo tão confuso
Mas calma! O cãos é cá dentro
Onde eu estou dentro de mim?
Não me vejo, não me acho
E agora? Eu me perdi


Entorpecida
Entorpecente

O barulho,
o ruído,
o silêncio
Não consigo identificar...
Em vão tento me explicar,
mas os muros são surdos


Entorpecida


Talvez eu não seja normal
Talvez o mundo seja anormal
Tudo tão desigual...
E aqui os caminhos se fundem
Não sei se sou dama ou drama
Entorpecida


Mas afinal, posso sem armas, revoltar-me?
Oh, voltamos a nós mesmos, destroçados, dispersos...
Nisso vieram os passáros
sufocados, sem canto, preto e branco...
O verniz se foi!

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