sábado, 2 de março de 2013

Entre páginas e poeiras.


O silencio toma conta do lugar
Seis da manhã, e o cheiro de café me faz divagar
Uma xícara pela metade
O cigarro a queimar
E um livro aberto a esperar
Entre paginas e poeiras
A vida vai se revelando
E no trago do cigarro
Te trago comigo
E a cada gole de café
Uma sensação a relembrar
Com um meio sorriso nos lábios vermelhos
A te agradecer...
Agradecer pro mostrar, em forma de antítese
que uma relação amorosa pressupõe respeito,
cuidado e troca de igual para igual.
No fundo Joy tocando,
Ao lado de uma garrafa de whisky
Para acompanhar as noites frias
A janela semi-aberta
Deixando feixes de luz entrar
E acariciar a pele branca,
Quase pálida
Estremecendo feliz e intacta,
Sempre se reinventando
E de repente um pensamento...
Que tal dançar?
Então apoia seu cigarro no cinzeiro
E com a xícara de café a esfriar em sua mão
Sai a rodopiar...



Tão mais leve...



"Sem drama, sem expectativas ou babados cor de rosa. 
Nada dói e é como se tivesse sido tirado um peso das minhas costas, que eu já achava que era parte de mim. Triste vocês sempre precisando perder pra valorizar, muito feliz eu finalmente me encontrando, ainda que do avesso, se preciso. 
Tão mais leve quando o sentimento não passa de interesse. Porque interesse, você sabe, só precisa de um outro alvo mais interessante pra ter fim. 
E ir embora me parece bem mais justo do que aguentar qualquer outra partida, de gente que nunca mereceu nem que eu ficasse."