quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Digressão...


É junho de novo
O vento sopra nosso nome

Clima frio, ajuda a nos juntar

Ajuda a nos esquentar

Nossa musica a tocar no radio

Nos olhos, arde um brilho

Intrigante suspiro

Nossas mãos se encontram
Entrelaçam

Nossas bocas querem mais,

Pedem mais...

Ouvidos incansáveis de escutar nossas historias

Sua voz amansa a minha

Minha voz acalma a sua

No peito, há um objeto

Que não se cansa de pular...

É junho de novo

Ainda tem eu e tem você

Distantes...

Juntos, mais distantes

Mesmo assim aquela musica continua a tocar
Insistente no radio, lá longe...

Os meus olhos estão encharcados

Os seus fitam o dia nublado

Nas minhas mãos o chocolate quente

Nas suas, o que restou da gente

Nossas bocas buscam meios de ferir-nos

Sua voz compete com a minha

No peito há um objeto

Que não se cansa de pular

É junho de novo...