Quando você me deixou, meu bem Me disse pra ser feliz e passar bem Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci Mas depois, como era de costume, obedeci
Quando você me quiser rever Já vai me encontrar refeita, pode crer Olhos nos olhos, quero ver o que você faz Ao sentir que sem você eu passo bem demais
E que venho até remoçando Me pego cantando Sem mas nem porque E tantas águas rolaram Quantos homens me amaram Bem mais e melhor que você
Quando talvez precisar de mim 'Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim Olhos nos olhos, quero ver o que você diz Quero ver como suporta me ver tão feliz (:
É junho de novo O vento sopra nosso nome Clima frio, ajuda a nos juntar Ajuda a nos esquentar Nossa musica a tocar no radio Nos olhos, arde um brilho Intrigante suspiro Nossas mãos se encontram Entrelaçam Nossas bocas querem mais, Pedem mais... Ouvidos incansáveis de escutar nossas historias Sua voz amansa a minha Minha voz acalma a sua No peito, há um objeto Que não se cansa de pular... É junho de novo Ainda tem eu e tem você Distantes... Juntos, mais distantes Mesmo assim aquela musica continua a tocar Insistente no radio, lá longe... Os meus olhos estão encharcados Os seus fitam o dia nublado Nas minhas mãos o chocolate quente Nas suas, o que restou da gente Nossas bocas buscam meios de ferir-nos Sua voz compete com a minha No peito há um objeto Que não se cansa de pular É junho de novo...
Você me disse, e eu te vi ascender Mas, isso sempre despenca Vejo você vir, vejo você ir Você diz, "Todas coisas acontecem na noite" E eu digo, "Oh não senhor, tenho que dizer que você está errado, tenho que discordar, Oh não, senhor, tenho que dizer que você está errado" Você não vai me dar ouvidos?
Você me disse, mas vi tudo isso antes Estive lá, vi meus sonhos e esperanças Um por um deitar no chão Vi exatamente a hora que o céu começou a cair
E você diz, "Todas coisas acontecem na noite" E eu digo, "Oh não senhor tenho que dizer que você está errado, tenho que discordar, Oh não senhor, tenho que dizer que você está errado" Você não vai me dar ouvidos?
Adeus cavalos Estou deitando sobre vocês Adeus cavalos Estou deitando sobre vocês Adeus cavalos Estou deitando sobre vocês Adeus cavalos Estou deitando sobre vocês, deitando sobre vocês...
(Q Lazzarus)
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Porque a musica é perfeita, e a letra é um pedaço de mim.
No medo de cada dia, cada noite, Chama-a alto, Prestando atenção com cuidado por uma razão, Devoção e amor Rendido à preservação De outros que se importam consigo Uma cegueira que toca a perfeição, Parece como apenas outra coisa qualquer
Isolação, isolação, isolação.
Mãe estou tentando... por favor acredite, Eu estou fazendo o melhor que eu posso. Estou envergonhado das coisas que vivi, Estou envergonhado da pessoa que sou. Isolação, isolação, isolação.
Mas você poderia apenas ver a beleza, Estas coisas que eu poderia nunca descrever, Estes prazeres distraidos Este é o prêmio de um afortunado.
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto. A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que de tanto se acostumar, se perde de si mesma.
"Realmente o tom geral devia estar pessimista. O pessimismo passou mas o bom propósito não: farei o possível para não amar demais as pessoas, sobretudo por causa das pessoas. Às vezes o amor que se dá pesa, quase como uma responsabilidade na pessoa que o recebe. Eu tenho essa tendência geral para exagerar e resolvi tentar não exigir dos outros senão o mínimo. É uma forma de paz! Também é bom porque em geral se pode ajudar muito mais as pessoas quando não se está cega pelo amor."
De repente do riso fez-se o pranto Silencioso e branco como a bruma E das bocas unidas fez-se a espuma E das mãos espalmadas fez-se o espanto De repente da calma fez-se o vento Que dos olhos desfez a última chama E da paixão fez-se o pressentimento E do momento imóvel fez-se o drama De repente não mais que de repente Fez-se de triste o que se fez amante E de sozinho o que se fez contente Fez-se do amigo próximo, distante Fez-se da vida uma aventura errante De repente, não mais que de repente...
O vento uiva lá fora No céu um cinza nublado Ou um azul vivido, Não se sabe ao certo Um fundo preto Sem nenhum pingo de luz a te guiar O silencio a conversar contigo Contando-lhe confidencias E você a sucumbir o amargo do mel, O doce do fel... A solidão senta-se com você A fazer-te companhia Ah, a vida é assim, Tudo tão paradoxal... A chuva vem lavar-te Parece ate que já sabe O quanto você tem que fingir-se forte O quanto você tem que lutar Para esquecer o inesquecível, Apagar o impagável... O sol tenta brincar Fazendo figuras desconexas Por entre as sombras A brisa lhe afaga o cabelo E a tarde vem dar-lhe um recado Te fazer lembrar do passado A noite chega com lagrimas O travesseiro encharca Ao amanhecer, serena e lívida por fora Mas por dentro a dor não atenuou Coisas tão banais que antes você gostava Agora já não há mais tanta graça Você cresceu; iludiu-se; caiu Sofreu; chorou; cresceu... E agora você tenta Fazer-se entender Fecha os olhos e as lembranças a tona... Faz lembrar tudo o que já sabe... Lembranças desconexas do que nunca ocorreu A neblina na madrugada Te faz ver o quão perto esta agora De lugar nenhum... Perdida no tempo e espaço Estar na contramão Ah, a vida é assim, Tudo tão paradoxal... Desconexa!
Com o tempo a gente descobre Que o perfeito é eufemismo Que felicidade É em doses pequenas Que o que você faz O vento traz de volta pra você Isso é vivencia Você tem que passar para aprender A gente também descobre Que é quase impossível Aprender com erros alheios Que errar é essencial para crescer A gente descobre que tem medo De mudar, se expressar, crescer Parar, se decidir, se machucar Medo de viver... A gente descobre Do jeito mais doloroso Que nada é pra sempre E as lembranças que deixam em nós Nos mata sempre um pouco mais E por mais que vivenciamos isso todos os dias Não mudamos, E não vamos mudar... Sempre acreditaremos no futuro perfeito, Felicidade plena Sempre teremos medo de mudar, Porque mudar dói E a dor nos impede. E sempre, sempre desejaremos que seja eterno Que possamos controlar o futuro, E decidir pelos dois... E não importa as vivencias que teremos Temos a incrível mania de buscar o mais fácil, E sempre cair na mesma roda viciante.